Força Michelle!!! Bolsonar0 acaba de ser pre…Ver mais
Inelegível e silenciado: o dia em que Bolsonaro saiu do jogo
O que parecia impossível se confirmou: Jair Bolsonaro está oficialmente fora do cenário eleitoral. Em uma decisão que sacudiu os alicerces da política brasileira, o Tribunal Superior Eleitoral declarou o ex-presidente inelegível por abuso de poder político e econômico. O impacto foi imediato e devastador — tanto para seus aliados quanto para o próprio tabuleiro político nacional.

A corte concluiu que Bolsonaro usou a máquina pública para se beneficiar durante o período eleitoral, além de espalhar desinformação de forma sistemática. A sentença, considerada histórica por juristas e analistas, não apenas barra sua participação nas urnas, como impõe uma crise existencial à direita brasileira.
A direita, que por anos se moldou à imagem do ex-capitão, agora se vê sem bússola. A inelegibilidade de Bolsonaro não é apenas uma derrota jurídica: é uma ruptura simbólica que desmonta uma narrativa construída com fervor. E o que vem a seguir é uma pergunta que paira com peso: quem será o herdeiro desse capital político?
A sombra de Bolsonaro e a ascensão de Michelle
Enquanto muitos digerem o impacto da decisão, uma nova figura começa a emergir no horizonte conservador: Michelle Bolsonaro. A ex-primeira-dama adotou um discurso sereno, evocando fé e união, mas nos bastidores seu nome já circula como possível sucessora do marido.

Carismática, estratégica e com grande apelo entre o eleitorado evangélico, Michelle vem sendo trabalhada como um elo entre o bolsonarismo e o futuro. Embora ainda evite declarações diretas sobre eventual candidatura, sua presença tem crescido — em eventos, nas redes e nas movimentações internas do PL.
Enquanto isso, o próprio Jair Bolsonaro, embora fora das urnas, não pretende desaparecer. Seus sinais políticos continuam vivos: articulações com aliados, discursos inflamados e tentativas de manter coesa sua base digital. O ex-presidente pode estar inelegível, mas segue sendo uma força latente, um fantasma que ronda cada decisão da direita.
O Brasil entra, assim, em um território desconhecido. A ausência de Bolsonaro nas urnas inaugura uma era de incerteza, disputa interna e redefinição ideológica. E, embora muitos apostem no fim de um ciclo, há quem veja apenas o início de um novo — ainda mais imprevisível.