Aos 79 anos chega n0tícia sobre Lula que não pode… ver mais
A Reunião Que Não Aconteceu: O Encontro Entre Lula e Zelensky Cai por Terra
Era para ser um momento diplomático de peso — um encontro cara a cara entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder ucraniano Volodymyr Zelensky durante a cúpula do G7, no Canadá. Mas, numa reviravolta inesperada, Lula precisou deixar o evento às pressas e retornar ao Brasil nesta terça-feira (17), interrompendo sua participação antes da conclusão da agenda. O motivo oficial: atrasos generalizados na programação do G7 em Kananaskis, no oeste canadense, que comprometeram toda a logística das reuniões paralelas.
Segundo fontes do governo brasileiro, as janelas de tempo para conversas bilaterais ficaram apertadas demais. Os horários de decolagem das aeronaves presidenciais eram inflexíveis e, diante do caos na agenda, o esperado encontro com Zelensky — que já vinha sendo adiado em outras ocasiões — teve que ser, mais uma vez, cancelado. Também foi suspensa uma reunião com o chanceler alemão Friedrich Merz.
O cancelamento, no entanto, não passou despercebido. Gerou desconforto nos bastidores e alimentou especulações sobre uma possível tensão diplomática. Afinal, em um cenário internacional marcado por conflitos, como a guerra na Ucrânia, encontros desse tipo não são apenas protocolares — são carregados de simbolismo e estratégia.

Bastidores em Ebulição: A Diplomacia Não Perdoa Atrasos
Apesar da frustração, Lula participou das sessões principais do G7 e reiterou o papel do Brasil como defensor do diálogo e da multipolaridade global. Seu discurso reforçou a necessidade de uma reforma urgente nas instituições internacionais e mais representatividade para os países em desenvolvimento — um ponto que vem sendo martelado em fóruns como o BRICS e a ONU.
A ausência do encontro com Zelensky, no entanto, gerou críticas internas e ruídos externos. Há uma pressão crescente para que o Brasil defina com mais clareza sua postura em relação à guerra na Ucrânia — e o cancelamento alimenta dúvidas sobre esse posicionamento.
A viagem relâmpago ao Canadá, embora tenha rendido frutos diplomáticos limitados, evidenciou algo fundamental: a política internacional é feita de detalhes milimétricos. Um atraso, uma falha de coordenação, e negociações que poderiam moldar caminhos se perdem no relógio. Agora, de volta ao Brasil, Lula encara uma nova rodada de desafios — com os olhos do mundo atentos a cada movimento.