Caso Vitória: defesa de acusado pede anulação de denúncia do MPSP.’Não foi e…’Ver Mais

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Um Interrogatório Sob Suspeita: Acusação Pode Ruir?

No centro do brutal assassinato de Vitória Regina de Sousa, em Cajamar (SP), a defesa de Maicol Antônio Sales dos Santos – o único preso pelo crime – tenta reverter o jogo. Em um movimento ousado, os advogados protocolaram um pedido de anulação completa da denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, sustentando que todo o processo está contaminado por vícios legais e abusos chocantes.

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O ponto mais alarmante envolve o interrogatório de Maicol, que, segundo a defesa, teria ocorrido em condições ilegais: durante a madrugada, sem a presença de seus advogados, e sob pressão psicológica extrema. Em áudios enviados posteriormente, Maicol relatou que foi trancado em um banheiro imundo e ameaçado por policiais que sugeriram que sua família seria incriminada caso ele não “cooperasse”. Sob esse pavor, ele teria “inventado uma história” para proteger seus entes queridos.

A defesa vai além: acusa a polícia de não informar Maicol sobre seu direito ao silêncio e de editar o vídeo do depoimento em 17 partes, além de influenciar o réu com sugestões sobre o que dizer. Diante dessas supostas irregularidades, os advogados apelam à “teoria dos frutos da árvore envenenada” – pedindo que tudo originado dessa confissão, como o indiciamento e a reconstituição do crime, seja considerado nulo.

Uma Acusação Precipitada: Mistérios Ainda Não Esclarecidos

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Além das falhas no interrogatório, a defesa sustenta que a denúncia foi apresentada de forma precoce e sem elementos conclusivos. Aponta a ausência de provas cruciais, como laudos periciais de imagens encontradas no celular do acusado, e alerta para “vazamentos seletivos” da investigação.

Mais intrigante ainda é a possível existência de uma terceira pessoa na cena do crime. Amostras genéticas masculinas, não pertencentes a Maicol, foram encontradas em seu carro, levantando dúvidas sobre a real autoria do crime. O próprio Ministério Público, diante das incertezas, já solicitou novas diligências e a reabertura do inquérito.

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A denúncia, segundo a defesa, é frágil e contraditória. Em um trecho, afirma que Maicol ocultou o corpo dias após o crime. Em outro, diz que ele o escondeu imediatamente. Para os advogados, essa “colcha de retalhos” narrativa torna impossível qualquer defesa consistente.

Agora, o destino de Maicol está nas mãos do juiz. Será ele culpado… ou uma peça descartável em um quebra-cabeça mal montado?

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